quarta-feira, junho 24, 2015

A triste falta de algumas perdas

Dando continuidade a um post anterior em que falava de como é difícil viver longe da família; hoje quero enfatizar como realmente é difícil viver sem eles por perto.


Principalmente, quero dizer, nos momentos tristes, ou de dor. Nas datas comemorativas, aos domingos e outras datas de importância. Vejo - me por exemplo sem chão no meu aniversário. Ultimamente têm sido assim. E não é por drama. Não estou fazendo drama, mas tenho comigo o intuito de enfatizar como faz falta aquele bolinho da mãe, a festinha em casa mesmo somente com os familiares ou mesmo aquele almoço de domingo com macarrão ao molho bolognesa e coca-cola. São datas que parecem intermináveis. E o mesmo ocorre quando o aniversário é deles. Comemoro normalmente trabalhando, mas já quis muitas vezes folgar no dia, ou mesmo estar no interior. Quem não quer? Quando falo em folgar, refiro-me a um descanso e a uma reclusão solitária sem sentido. Mas eu gosto disso. Adoro comemorar e ter o dia todo para mim, seja para dormir, almoçar fora, passear no shopping ou não fazer nada. Bom mesmo, seria comemorar em equipe, uma vez que, há parabéns, presente e bexiga na mesa. Com o tempo, comemorar até começa a perder o sentido. Não há mais tesão.


Este ano mesmo, passarei dessa forma. Não me dói saber que passarei boa parte do dia em casa, sozinha. Mas dói saber que as pessoas mais importantes não estarão por perto. Diferentemente, das noites de gripe, insônia ou mesmo a tal depressão, a falta que os meus pais fazem é insubstituível. Chegar e não ter com quem falar, brincar, rir ou mesmo, trocar as figurinhas ou informações do dia é algo corriqueiro. Gosto da minha presença e vivo bem só. Mas faz falta.



Sinto a tal pena que citei acima deles, nos dias que são deles, por exemplo. Dia das mães e dia dos pais ainda acontece. Mas aniversário hoje, é raro. Quem fará cafuné em minha cabeça, colocar a comida em meu prato, passará uma camisa ou aceite pregar os 18 botões de uma camisa em uma tarde se não, a minha mãe? Quem fará um café maravilhoso, um churrasco ou comprará as minhas comidas prediletas se não, o meu pai? Quem me levará para os lugares, me convidará para ir junto e ainda aceite brincar comigo como nos velhos tempos, se não, o meu irmão? São momentos únicos e de muita importância como estes e outros que hoje me deixam chateada. Somado a isso, tenho comigo em forma de preocupação, os problemas da vida adulta. O desemprego, a falta de grana, os exames médicos intermináveis em conjunto com todas as consultas e retornos de rotina; além da tristeza de se sentir como um peixe fora d'água em meio a uma cidade como São Paulo fazem a diferença.


O mercado costuma ser interminável e é também uma tarefa rotineira. O pagamento de todas as contas hoje foi colocado em débito automático. Atualmente, frequento o banco apenas para fazer saque ou algum depósito. Poupo-me de tais esforços.


Aprendi a frequentar ainda lojas de construção, chaveiro, cartório, correio, mercado, farmácia, padaria, ótica, papelaria, com gosto. Tenho vocação para isso e vejo nessas horas, como a independência faz parte de mim. Para melhorar os outros aspectos cotidianos, fiz da distância algo insignificante. Tranformei as ligações de no mínimo 40 minutos a eles em algo rotineiro. Possuo comigo, diversas formas de contato. Se não tenho o crédito, mando mensagem, se tenho wi-fi, utilizo a cam, se não, espero o sinal melhorar para ligar de graça por aplicativos. São tantos meios que tudo se torna mais fácil. Ruim mesmo é a saudade. Não ter dinheiro para viajar é algo comum também. Fico meses sem ir e quando consigo uma carona, fico tão feliz que parece que ganhei na mega. Aproveito tudo e me divirto com a bolsa térmica no caminho. Fico em extâse alguns dias e bem alimentada por outros, até ter que começar a cozinhar de novo e passar a variar a comida apenas com batata e farofa. Adoro e não reclamo. Algumas vezes. Rs



Situações como essa não podem ser vistas com tristeza mas com o olhar de quem não tem opção. Ter uma diarista hoje é um dos meus outros sonhos de consumo. Como facilitaria a minha vida!!! Só eu sei. Gosto de cuidar da casa e decorar do meu gosto. Faço tudo da maneira que posso. Mas faço do meu jeito. Diante de tudo isso, não tem como esquecer de nenhuma delas.



Faço ainda do frio uma festa e a chuva, agradeço com louvor. Nessas horas, àqueles que tem rinite, sinusite, agradecem! Os eventos são um acontecimento. As missas às vezes ficam de lado. Os passeios ao parque e os exercícios físicos, igualmente. Se não é por falta de companhia é por falta de vontade. Que pecado falar isso. Mas é verdade. Mas ainda acredito que sair sozinho passou a ser normal, até porque as pessoas não te olham diferente. Ninguém te conhece. Isso é bom!


Dá para ser feliz em uma noite ou o tempo todo, pois se quer o seu vizinho tem intimidade contigo. Poucos sabem de onde você veio ou mesmo quem você é e isso te torna "alguém". Fazem lá o seu julgamento, criam um pré conceito e assim vivem a vida. No entanto, como já falei, isso te torna apenas mais um. Faz mal. Te seca e é nos dias de tristeza que você percebe. Os preços de tudo fora de casa, costumam ser altos, as despesas passam a consumir 2/3 da sua renda, e o medo a ser seu amigo. Mas de que adiantaria crescer, se não tivesse vivido tudo isso, vivenciado todas as dores e crescido como pessoa e mulher? Nada. Nao teria histórias para contar e ainda, não teria vivenciado 1/3 do que já vivi ou presenciei. Uma vida amorosa sem histórias não é amor. Diversas histórias de amor eu já vivi, aliás, sem histórias, também não há amor. E assim é com a vida. Com drama, felicidade. Uns dias felizes outros não. Alguns intensos outros sem sentido, mas todos vividos. Vividos intensamente!!!

quarta-feira, junho 17, 2015

ARNALDO JABOR!!!



"É melhor você ter uma mulher engraçada do que linda, que sempre te acompanha nas festas, adora uma cerveja, gosta de futebol, prefere andar de chinelo e vestidinho, ou então calça jeans desbotada e camiseta básica, faz academia quando dá, come carne, é simpática, não liga pra grana, só quer uma vida tranqüila e saudável, é desencanada e adora dar risada.
Do que ter uma mulher perfeitinha, que não curte nada, se veste feito um manequim de vitrine, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a sequência de bíceps e tríceps.
Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa.
Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas e daí?
Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução. Mas ainda não criaram um remédio pra FUTILIDADE!!"
__Arnaldo Jabor

PROVA DE PACIÊNCIA

Um texto leve e de fundamento espírita..


Eu recomendo!!!

Era uma vez uma ilha, onde moravam os seguintes sentimentos: a alegria, a tristeza, a vaidade, a sabedoria, o amor e outros. Um dia avisaram para os moradores desta ilha que ela ia ser inundada. Apavorado, o amor cuidou para que todos os sentimentos se salvassem; ele então falou:
__ Fujam todos, a ilha vai ser inundada.
Todos correram e pegaram seu barquinho, para irem a um morro bem alto. Só o amor não se apressou, pois queria ficar um pouco mais na ilha. Quando já estava se afogando, correu para pedir ajuda. Estava passando a riqueza e ele disse:
__ Riqueza, leve-me com você. Ela respondeu: __ Não posso, meu barco está cheio de ouro e prata e você não vai caber. Passou então a vaidade e ele pediu:
__ Oh! Vaidade, leve-me com você. __Não posso, você vai sujar o meu barco.
Logo atrás vinha a tristeza. __ Tristeza, posso ir com você? __ Ah amor, estou tão triste que prefiro ir sozinha. Passou a alegria, mas estava tão alegre que nem ouviu o amor chamar por ela. Já desesperado, achando que ia ficar só, o amor começou a chorar. Então, passou um barquinho, onde estava um velhinho. __ Sobe, amor, que eu te levo. O amor ficou tão radiante de felicidade que esqueceu de perguntar o nome do velhinho. Chegando no morro alto, onde estavam os sentimentos, ele perguntou à sabedoria: __ Sabedoria, quem era o velhinho que me trouxe aqui? Ela respondeu: __ O tempo.
__ O tempo? Mas por que só o tempo me trouxe aqui? __ Porque só o tempo é capaz de ajudar a entender um GRANDE AMOR!!!
Neio Lúcio

segunda-feira, junho 08, 2015

A vida de adulto e suas artimanhas!

Crescer e viver. Criar independência, adquirir autonomia e se virar em todos os sentidos em uma cidade grande, é realmente, um grande desafio!

Morar fora, administrar uma casa, pagar as contas e manter uma boa dieta é outro desafio! Comer, cozinhar, lavar, limpar, passar. Sair, voltar, ser, viver. Se algo diferente ocorrer, é hora de ir atrás da solução.


Inclui-se um chaveiro na rodada, chuveiro queimado pedindo resisência e mudança então, pede inúmeros ajustes. Entre eles, a instalação de todos os itens de parede, tais como, cortina, quadros, painéis, armários de cozinha e ainda... A mudança em si! Outros que dependem de um técnico, como a máquina de lavar, o fogão, a tv a cabo com internet.



Realmente, morar sozinho não é fácil. Quando ficamos doentes então, temos que ir sozinhos ao hospital, ou procurar um amigo para nos acompanhar. Em dias de chuva e frio, o aquecedor é o remédio! E nessas horas ainda pensamos, quando vou ter aquela sopa deliciosa por perto, novamente? É um feriado prolongado, uma data comemorativa alone ou mesmo alone por falta dinheiro! É um domingo atrás do outro também alone. Quintas, sextas, e sábados alone assistindo filme, comendo doce e dormindo. Pensa que isso é ruim? Eu adoro!!! Adoro receber visitas, adoro ser eu, ser independente e ter as minhas responsabilidades! Se surge uma oportunidade de perambular pela casa de outrém, eu caio dentro. Sinto-me acolhida. Do contrário, encaro com naturalidade, com inteligência. Quantos não queriam levar a mesma vida e por algum motivo do além, ainda não conseguiram???



Vamos avante! Vamos à luta!

Continuo em breve...

domingo, maio 31, 2015

Com chuva ou com garoa...

Disse que continuaria esse assunto e aqui estou eu. Como circular por São Paulo neste tempo branco, frio e garoa? Quanta mudança, mas que delícia!


E assim tem sido. Todos esses dias. Um dia mais chuvoso, outro mais nublado e algum mais frio. Durante a noite tem caído muito a temperatura e segundo a previsão, deverá cair mais. Será o frio chegando? Sim, claro. Em breve, teremos o inverno.


Ultimamente, não tem feito muito frio para falar a verdade. Acontece que prever isso também tem se tornado algo difícil. Cada ano, os estudiosos se aprofundam mais e investigam mais os efeitos do Aquecimento Global.


Lembro do ano em que comprei um aquecedor por necessidade. Nunca na vida imaginei ter algo do tipo em meu quarto e muito menos usar. Geralmente compramos por impulso ou consumismo. No interior, por exemplo, jamais usaria.

Já aqui, rs, necessário! Utilizei por muitas vezes, e ainda para esquentar o pé. Quantas vezes, meu Deus! Sabe aquele ditado, coração quente, pé frio? Exatamente!!! É disso que estou falando!!!



E assim, muitas histórias surgem. São tantas!

Continuo em breve...

terça-feira, maio 26, 2015

A terra da garoa!

Um dia nublado, um frozinho de 19º e uma boa cama! Dias assim são normais, na cidade de São Paulo! Se não ocorre de cair uma chuva no final da tarde, algo comum na Região Metropolitana, a temperatura baixa nos cerca e acompanhada dela, temos também uma leve garoa.


Não poderia ser diferente. A cidade é conhecida mesmo por isso, se não pelo efeito cebola. Calor durante os dias, e frio a noite. Sol durante o dia e chuva no final da tarde. Sol durante o dia e uma garoa fria no final do dia. Quanta mudança para apenas um dia. Muitos gostam! Pelo menos, eu já acostumei e adoro. Nada melhor do que uma rotina dessas para a noite ser uma bela noite de sono, aproveitar a oportundiade para assistir aquele filme encostado na prateleira, comer aquele chocolate e tomar aquele chá quente. Ficar debaixo das cobertas, não é nada mal!!!


Lembro do dia em que saí as 8h da manhã de uma manhã ensolarada para trabalhar, e após uma tarde de correria e telefonemas em baixo do ar condicionado, no final do dia, deparei-me com um frio repentino. Fez tanto frio que eu corria para um lado e outro, tremia e ainda, precisei ir até o shopping, comprar uma blusa de frio. Incrível como muda.


Eu estava despreparada, com apenas a minha bolsa e o guarda - chuva. Em minha bolsa carrego de tudo um pouco, não vejo - me sem um remédio ou uma barra de cereal. Não o suficiente para aquele dia.


Como já citei aqui, nessas ocasiões assim como em outras, me pego com o coração apertado por causa dos moradores de rua. Imagina como é para eles, conviver com uma queda de temperatura dessas? Passam horas no sol e de repente se veêm diante de uma garoa e frio intenso? Sem mesmo um cobertor ou uma barraca para lhes aquecer. Vivem resfriados, sem água, comida ou trabalho. Como podem viver melhor?


Eis a questão. Uma pergunta cheia de respostas e questionamentos.

Continuo em breve...



sexta-feira, maio 22, 2015

O estresse que nos consome!

Vivemos rodeados por ele, e eles nos cerca a todo instante e em todos os lugares. O estresse nos consome e por ele somos acometidos. Seja em uma situação atípica no trabalho, ou mesmo no trânsito.

Não há como fugir. Apenas precisamos saber lidar, para que com o tempo consigamos reduzir o nível da adrenalina e assim, possamos viver melhor. Moramos em uma cidade que vive acordada 24h por dia. Não dorme, não apaga e há sempre alguém por ela circulando. São tantas opções de entretenimento, lazer, gastronomia e cultura que viver no rush não é anormal. 


Somos tomados por um ritmo de vida completamente agitado, trabalhamos de segunda a sexta, segunda a sábado ou em esquema de escala. Além disso, estudamos, fazemos curso, às vezes, temos namorado, marido, amante ou filho. E ainda, moramos sozinho, com agregados ou com os pais e avós. Temos que correr para fazer um exercício e nos alimentarmos bem. Se estamos na faculdade, não conseguimos fugir do tcc. 

Sâo santos compromissos, intercalados com os médicos, as consultas com psicólogos e exames que precisamos de um dia de 48h. E se tivéssemos, não seria suficiente. 


Muitas vezes é assim mesmo. Normalmente, nos vemos obrigados a seguir a risca a dieta! E que dieta! Horas no mercado, minutos na fila do açougue e poucos instantes no fogão. No fim, optamos pelo mais prático e os enlatados sem gosto. 

Fazemos promessas aos amigos, marcamos e desmarcamos. Se é um parente, até fazemos um esforço a mais. Ir ao parque , não é mais possível... Não há vontade que faça eu me levantar da cama e ir, sozinha! Cinema não é mais prioridade e anda tão caro que assisto em casa. Água eu não nego, mas sofro para consumir no mínimo 2l por dia. Outro dia, fiz as contas e não tenho tomado se quer 1l.


Namorar então, para! Se ele nunca pode, eu não quero! Não há agenda que permita um encontro. Paciência, já foi embora! E somado a este caso, muitos outros terminaram da mesma forma. Uma amiga querida marca de vir me ver antes de sair de férias, e em cima da hora, desmarca. Outro, após uma tragédia, faz o mesmo, mas no fim, não precisa nem perguntar... Em breve, ele fará o mesmo.



Conjuntamente com isso, eu vivo a minha vida, sozinha, mas feliz com a minha presença. Não tenho tudo que quero, não fiz um terço do que pretendo fazer, mas hoje aproveito o meu dia da forma que gosto. Possuo comigo uma lista de tarefas, outra de objetivos e aquela que um dia irei cumprir. Carrego comigo, as vontades, os desejos, as viagens e os sonhos não cumpridos, mas que no tempo certo acontecerá.


Seja da forma que a vida permitir ou da forma que o meu bolso optar. Como disse um "desconhecido" essa semana, acredite em você, você é capaz e tem que começar a viver a vida. Eu sinto que você não tem feito isso ultimamente, acredite!!!




Continuo em breve...

segunda-feira, maio 18, 2015

Mudando um pouco o rumo, rumo ao mundo!

Hoje comecei o dia, pensando nas viagens nas quais ainda não fiz e gostaria de fazer! São tantas opções e tão pouco dinheiro e companhias...

Estive pensando em ir para a Europa, fazer um mochilão curto mas que englobasse muitos países bonitos e históricos. Para a realização desse sonho, preciso antes de tudo de férias e dinheiro. Se possível, uma companhia. Como ter tudo isso de uma vez, não é fácil, vamos planejando e esperar a hora certa para acontecer.


Lembro da primeira vez que fui ao Rio de Janeiro. Era Julho e inverno. Inverno em terras cariocas é algo raro, mas existe. Era a primeira vez também que voava de avião. Uau, que delícia! Uma viagem curta, mas passível de muitas sensações. Estava nas alturas, sobrevoando tudo e todos. Que potência!!!

Conhecer o Cristo foi algo muito marcante. Estar novamente nas alturas e diante do Cristo Redentor nos faz sentir tão bem, tão acolhido e sua presença é mais ainda acolhedora. Há turistas, praias, festas e muito barulho o tempo todo. Muitos americanos e gringos fazem a festa full time. Infelizmente, por conta disso, temos que nos atentar aos assaltos, mas nada que atrapalhe a nossa diversão. 
As baladas noturnas são sempre bem frequentadas. Algumas de funk são nos morros, favelas já pacificadas, e outras a beira - mar. Os preços variam um pouco, mas todos normalmente são acessíveis. 
As comidas estão pela orla e na praia é proibida a comercialização de alimentos frescos, cozidos ou fritos, por isso temos que nos deslocar para a orla. Não posso esquecer do bondinho, do Pão de Açucar, é tudo tão lindo. Mas, tão quente! É bem quente, diferente de São Paulo, por exemplo. A brisa é outra e o vento nem sempre é fresco.



Há quem goste e há quem precise do ar condicionado para sobreviver; afinal, é uma cidade tão paradisíaca e atraente. O custo de vida mesmo é outro e acredito que morar na cidade não seja algo tão em conta. Pelo menos, os táxis são mais baratos. Dá pra rodar bastante por menos. Só se atentar as rotas e às favelas. É perigoso, basta ver nos jornais!!!



Quando me perguntaram se as pessoas são mais receptivas, eu fiquei na dúvida. Sinto que o povo de São Paulo, é um povo bem simples, basta ter assunto e vontade de conversar. Normalmente, as pesssoas têm essa vontade mas se sentem intimidadas. No Rj, a princípio encontrei muitos gringos, por isso o diálogo foi fraco, mas acredito que sim, as pessoas são muito saudosas e abertas, basta simpatia!



Vale a pena a experiência! Abaixo, algumas fotos da cidade maravilhosa, registradas nessa viagem:


 Praia de Ipanema 

 Pedra do Arpoador

 Pedra do Arpoador

 Cristo Redentor

Cristo Redentor

Esses registros são da alta temporada, Julho/Inverno. Retornei a cidade no penúltimo réveillon, e a imagem foi outra. Dezembro/Janeiro é calor! Quanto calor, foram dias de muito calor!



Mas muita festa, muita diversão, com certeza!

Continuo em breve...

quinta-feira, maio 14, 2015

Histórias da cidade grande, parte IV...

E não só de festa é feita a vida em uma cidade conhecida como A Terra da Garoa! Chove, faz frio, venta e ainda a temperatura muda corriqueiramente, drasticamente everyweek. No entanto, todos amam, ou se acostumam facilmente. Isso quando não ficamos doentes, ou resfriados.


Quem nunca ficou resfriado de repente em São Paulo que atire a primeira pedra. Balada faz isso também, afinal, que sereno das 4:00h não faz mal a um corpo quente? Pois é, no momento mesmo, a temperatura está baixíssima, têm garoado e feito reféns da gripe. Um chá quente, cobertor, cama, sopa e aquecedor. Oh, que delícia! Hospitais a essa altura estão lotados! Uma tarde no parque agora, no Ibirapuera ou mesmo o Parque da Aclimação faria um bem se não fossem aqueles ventos gelados!



Ah, os parques! Os maravilhosos parques de São Paulo! Fica a dica do Villa Lobos aos patinadores, pois alugam patins a um preço baixíssimo! No Ibira temos bike de todos os tamanhos e por horas. No Aclimação, infelizmente, não há aluguéis, mas a calma de um ambiente familiar, organizado e arborizado. São tantas árvores, animais e crianças que se quer lembramos desse detalhe.

Aos finais de semana é uma festa!!! Todos lotam durante o dia todo, principalmente no calor. Paulista é engraçado, no frio, raramente sai às ruas! Normalmente, enquanto aqui faz frio, no interior faz calor. Diariamente, vejo essa diferença ao olhar a situação aqui e das cidades próximas a Ribeirão Preto, terra quente!!! É só rodear as redes sociais e verás muitas pessoas postando fotos em parques, piscinas e eventos, enquanto você se diverte no cinema, come fondue ou assiste a alguma série divertida na tv a cabo!!! Façam o teste e verão!!!


Continuo em breve...




domingo, maio 10, 2015

Histórias da cidade grande, parte III...

Engraçado! Mas não considero São Paulo, uma cidade tão grande. Geralmente, costumo encontrar pessoas conhecidas logo no ônibus! Mais conhecido como o bus, busão, como preferir. Imagina aqui em São Paulo.


Já me perguntei uma vez quantas vezes encontrei alguém conhecido. Estava uma vez, caminhando pelo shopping Santa Cruz, quando encontrei uma amiga de Taiuva. Foi algo completamente inusitado e ali ficamos por alguns instantes colocando o papo em dia. Como se não bastasse, nos esbarramos mais uma vez por uma das ruas da Vila Olímpia, em um sábado a noite.


Outra vez, cruzei com outra conhecida de Jaboticabal no metrô Paraíso, assim como, um conhecido da mesma cidade no metrô Sé. Espera, isso tem se tornado muito recorrente. 
E se eu parar para pensar, já vi no bus, no posto do Graal, no posto Castelo, em metrô, rodoviárias, lugares comuns, claro... Mas shoppings, bus de bairro, eventos, festivais sertanejos. Ah, os festivais sertanejos. Lembro do dia em que fui com uma amiga da faculdade, neste evento. Na verdade, eu fui dois anos. 

Todos os anos tem, já é tradição, mas confesso que a cada ano a qualidade cai, digo, a qualidade em outros aspectos. Mas, ali, registramos muitos momentos. Foram tantos shows. Tantas histórias. É um evento paulistano, mas normalmente atrai muitos turistas. Da última vez que fui, o evento foi próximo a Vila Sônia, após o Morumbi. Os preços são baixos, não há camarote, mas tem área vip, espaços vips e muitas atrações e algumas interativas. Agora, vale a pena conferir; ocorre no 2º semestre, em Setembro, Outubro.

Continuo em breve... 


terça-feira, maio 05, 2015

Histórias da cidade grande, parte II...

Uma vez, marquei com uma amiga de sair, mas estava frio, estávamos sem dinheiro e não muito animadas. Mas vamos lá. Paramos o carro dela, em uma rua mesmo da Vila Madalena, saímos e sentamos em um boteco. É normal aqui, encontrarmos alguém disposto a cuidar de nosso carro, enquanto entramos em alguma loja ou estabelecimento. E é claro, que eles pedem uma gorjeta por isso, sim. Falamos que voltávamos logo e que na volta pagaríamos. O bar estava vazio, a própria rua também e em pouco tempo, decidimos ir embora pelos motivos que acima citei. Quando chegamos no carro, não havia ninguém por perto, mas quando estávamos perto do farol, eis que surge um homem desesperado. Ele corria pela rua, entre os carros. Nos alcançou, bateu no vidro, dizendo:

___ Moça, moça, o dinheiro. Quero o dinheiro, eu cuidei do seu carro. E eu, sabendo que ela não tinha trocado, disse: Amiga, acelera!!! Acelera, acelera. Que situação mais engraçada. Parecia que queríamos fugir. Mas fugir, por qual motivo? Não tínhamos dinheiro!!! Não devíamos ter saído de casa.



Como eu ri, naquele dia. E por um motivo tão banal. Mas normal também. Tudo é normal aqui. Roubar, correr, cair, rir. São milhões de habitantes e com certeza, todos tem uma história para contar. Sempre tem alguma. Todas de uma forma, nos marcam. São tantas, tantas com medo. Foi aqui que eu escolhi morar, e eu adoro esse lugar, apesar de tudo!!! 


Continuo em breve...


sexta-feira, maio 01, 2015

Histórias da cidade grande, parte I...

Diante de toda uma cena inusitada, estava eu, sozinha na cidade de São Paulo. Cada caminhada, um novo cenário. Cada esquina, acredito, uma nova experiência. Sujeita a riscos, encontros e adrenalina. Lembro do dia em que fui assaltada.
Havia começado a estagiar em uma nova empresa naquele dia. Decidi por isso, fazer um caminho novo para economizar tempo. Já era tarde, estava voltando da faculdade e falando no celular.
Fui parada por dois adolescentes e um deles estava armado. Pediram a bolsa, a carteira, dinheiro e por último, o celular. Porém, não entreguei nada. Resisti, reagi, fiz tudo errado, mas foi o que o meu instinto mandou fazer naquele momento.

Engraçado, mas numa situação dessas, passa um filme em nossas mentes. Simplesmente, pensamos em tudo o que temos conosco, nos bens materiais que tanto custaram e no quanto seria difícil refazer todos os documentos, caso tivesse entregado tudo. Graças à Deus, eles aceitaram somente o celular como moeda de troca e em seguida, foram embora. Antes disso, gritei com todas as formas pelo chip da merda do celular. Lembro ainda, que estava com um celular bastante antigo e simples, pois o meu, melhorzinho, estava na assistência. Eu possuia comigo, dois aparelhos, e dois chips. Um deles, era o do interior. Foi a cena mais inusitada. Alguém gritar pelo chip, é no mínimo, estranho!

Devolveram então, o chip, pediram para eu mesma retirar sem gritar, pedir por ajuda. Ocorreu, uma certa confiância.
Naquela rua, não passou ninguém por coincidência, mas as pessoas que passavam também fingiam não ver nada. Enfim, devolvi o aparelho, não morri e segui chorando até a porta do prédio.
Guardo essa experiência comigo, conto para algumas pessoas, quando não dão risada da minha postura, sou recriminada. Realmente, errei, mas segui o meu instinto. Fui fria a ponto de encarar um moleque armado.

Dois dias depois, o desespero e uma angústia já esperada, passou. Vida nova e vamos partir para outra. E tenho outras para contar. Mas, por ironia do destino, não passou nem perto. Sempre achei que um dia ia precisar das pernas para algo nesse sentido. Pernas para que te quero!!!

Situações como esta, como para mim e para outros são comuns. Infelizmente, nos acostumamos com isso, e convivemos bem por incrível que pareça, pois já faz parte do nosso dia-a-dia. Servem como lição.

Realmente viver em São Paulo não é fácil. Mas, mudando de assunto, novamente. Vamos voltar lá atrás. Vamos falar de algo bom. Da vida noturna paulista, por exemplo. Quantos bares, quanta gente e animação. Os bares que tem música são os mais engraçados. Mas os que bombam, rendem mais amizades e diversão. Normalmente, quando vou a algum bar, volto com histórias para contar, afinal, tem toda uma logística, sempre.


Em São Paulo, não tenho carro. então, temos que nos virar para sair. Na Vila Madalena, Zona Oeste de São Paulo, a Rua Aspicuelta vive lotada.


Dê uma olhada, nesta imagem, por exemplo:


Carnaval de rua da Vila Madalena reúne milhares de pessoas


Essa foto retrata algo bonito. Pessoas sorrindo, rindo e unidas no carnaval de 2014, em São Paulo. É disso que falo. Sâo Paulo tem de tudo. E os bloquinhos carnavalescos, todo ano desfilam, e é sensacional. É tradicional, energizante. Recomendo!!! São diversos bloquinhos. Esse ano mesmo, participei do Bloco do Sargento Pimenta, conhecido por todos e animado, como nunca até mesmo pelas marchinhas. 


Continuo em breve...


segunda-feira, abril 27, 2015

São Paulo, a cidade sonho... Cheia de histórias!

Em meio a tudo que a cidade de São Paulo poderia me proporcionar, estudar e conhecer os pontos turísticos da cidade, como havia falado, era primordial; porém, a ideia de começar a trabalhar, a fazer estágio para mim parecia desafiador.

Comecei a procurar, e em alguns dias surgiu a oportunidade de estagiar na própria faculdade, ao lado dos alunos e professores. Fui fundo. E ali, deu-se início uma corrida aqui, outra ali. 
Voltar para a casa dos meus pais se tornou ainda mais instigante. Cada trajeto de metrô, mostrava algo novo, uma perspectiva diferente das coisas que tão sutilmente somos acostumados a ver pelas ruas. Principalmente, no trecho que liga a Linha Azul, Ana Rosa x Portuguesa Tietê. Uma mesclagem, acredito eu, que une ao mesmo tempo, executivos, trabalhadores e viajantes. Turistas! Turistas da América do Sul, Latina e ainda, paulistas.
Isso realmente é algo incrível de se ver. E tive, a oportunidade de apreciar essas pessoas, suas expressões e atitudes, durante todos esses anos, ainda viajando para o interior, aos feriados e datas festivas.


Manter o ritmo dos estudos, a vida pessoal e profissional não mais parecia estranho. Desde pequena, sou uma pessoa ativa, comunicativa e cheia de energia para conciliar todas as tarefas. Os primeiros semestres da faculdade, costumavam ser repletos de novidades... Novos alunos, professores altamente qualificados e ambiente descontraído. Sempre, desde que retornei a capital, a história das pessoas me interessava muito. Se pudesse escrever todas aqui, com certeza, gostariam da leitura, assim como eu, e após isso, sentariam para refletir. 
Fico pensando, pois para mim não é novidade alguma ver algum jovem se mudar do interior, para a capital em busca de trabalho ou estudo e isso, se não estiver buscando os dois. Agora, você sentar a bunda no chão, para ouvir a história de alguém residente da Grande São Paulo, é totalmente novo. E porque, eu considero extremamente novo? Pois para nós, crescidos no interior, o sonho é tão grande como para eles e eu lhe explico o motivo, contando uma história. 


Inicialmente, morava a algumas quadras da faculdade, e em no máximo 10 minutos estava em casa. Aqui, algo parecido com isso, é visto até com maus olhos. É basicamente o sonho de todos, mas para mim, era somente uma coincidência. No entanto, uma grande amiga da faculdade, amiga companheira e ainda parceira, fazia o trajeto Vila Mariana - Barueri todos os dias. Estudou comigo durante todos os quatros anos da faculdade, porém, fazia Relações Públicas. Eram horas de viagem, na ida e na volta. Calma, acredito que 2h na ida e outras duas no retorno. Entre uma baldiação e outra, incluía-se um trem, e mais um ônibus. Mais ainda, a vontade e a disposição dela atraía até mesmo os professores. Além de simpática, linda e inteligente, sentava na primeira carteira, anotava tudo e ainda estudava horas para qualquer prova. E foi assim, todos os dias! Toda essa postura, chamava a minha atenção, principalmente, por um único motivo. Ela não era a única a agir assim, e eu mesma, poucas vezes estava no mesmo pique.

Contei isso, para que de uma forma breve, estudantes que possam ler este post, possam também associar esse fato a algum momento da vida ou a de outrém. São momentos de risada e alguns fatos cotidianos que nos levam a repensar intimamente, assim como, aceitar outros. O mesmo acontece, por exemplo, quando nos deparamos com um morador de rua. No inverno, e dias de chuva, as cenas são tão entristecedoras, que temos vontade de levá-los conosco.

Essas experiências curtas, mas muito significativas, deveriam ser citadam em currículo, como um aprendizado e estágio de anos! Mudando um pouco de assunto, foi aqui em São Paulo, que conheci de fato, a rotina paulistana, e também, apresentaram-me diversos motivos, pelos quais, temos que amar a vida noturna dos bares paulistanos! Eu simplesmente, apaixonei e hoje não consigo mais viver sem!!!

Continuo em breve...




sexta-feira, abril 24, 2015

São Paulo, a cidade sonho...

Hoje, se perguntarem, eu digo: São Paulo, cidade grande, mas, tão acolhedora. Cheia de desafios, carros e muito barulho. Dou graças a Deus, pelo lugar onde atualmente moro. Barulho nenhum, praticamente. Engraçado, pois na cidade em que cresci, existe movimento, música alta e até gritaria. Mas todos veêm como algo normal.

Enfim, essa era uma das preocupações no dia em que decidi mudar para São Paulo, a princípio para estudar. Formei em Dezembro/2013, em Jornalismo pela FAPCOM, e hoje, continuo firme aqui, apesar da distância e dos obstáculos. Quantos obstáculos!!! 

Cada dia uma história diferente. Há alguns anos atrás, eu parecia outra pessoa. Alguém um pouco menos experiente, com menos idade, coragem e conhecimento. Precisava estudar e o medo batia na porta. Mas para que medo, aliás, se sempre foi o meu sonho. 

Criei coragem então, fiz as malas e falei, adeus, até mais. Comecei morando com parentes, e no início, senti que tinha feito a melhor escolha. Estava em família, em uma região extremamente favorável, e a poucos metros da faculdade. Não trabalhava, costumava dedicar-me integralmente aos estudos e aos prazeres de São Paulo. Entre essa rotina toda, conhecer São Paulo, era prioridade número 1. Vou aos parques, aos museus e até para a feira. Com o tempo, tudo foi mudando, até mesmo os interesses.

Continuo em breve...




quinta-feira, novembro 25, 2010

POR UM DIA SEM DOR

SAÚDE/BEM-ESTAR
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Por um dia sem dor
- Estima-se que 12% a 15% da população entre 20 e 40 anos sofra com a enxaqueca, doença herdada geneticamente
A dor de cabeça, cientificamente conhecida como cefaléia e definida como a presença de sensação dolorosa na cabeça, pescoço e na face, acaba por ter um impacto econômico e social em 15% da população adulta mundial em países ocidentais. Com a intensidade e a diversidade dos tipos, hoje é possível tratá-las de forma a reduzir os sintomas e as ocorrências.
“Tratamentos alternativos são úteis, como complementos das drogas preventivas.”, afirmou o neurologista Abouch Krymchantowski, formado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), com residência médica em neurologia no Centro Médico Naval (Hospital Naval Marcilio Dias), mestrado e doutorado em Neurologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e membro das Sociedades Internacional, Americana e Brasileira de Cefaléia. Segundo o neurologista, a acupuntura e algumas técnicas de relaxamento são métodos comprovados para reduzir a dor.
Em muitos casos, como relata a jornalista e repórter do jornal Agora São Paulo do Grupo Folha, Carol Rocha, 30, o sintoma vem acompanhado de náuseas e enjoos. “Sinto muita pontada do lado direito da cabeça, sinto vontade de, literalmente, bater a cabeça na parede. Ás vezes fico dando murrinhos na cabeça para ver se a dor passa”, disse. A secretária executiva Melissa Barros Salomon, 30, reclama de dor na parte da nuca. “Tem dia que fico com dor durante uns 3 dias, quando está muito forte, dá náuseas”; explica que ingere remédios e o sintoma interfere em tudo.
              Como medidas alternativas, muitas pessoas procuram um médico acupunturista, afirmou a médica Arlete Bernardes Prandina, com Título de especialista pela Sociedade Brasileira de Acupuntura, enaltecendo que as aplicações de agulhas finas são feitas em determinados pontos do corpo, com efetividade e possível cura da cefaléia. “A acupuntura pode ser um tratamento paralelo ao medicamentoso, dependendo da causa da dor de cabeça, dos fatores genéticos e da cronicidade. Cada caso deve ser avaliado individualmente e criteriosamente”, afirmou.
Apesar de a classificação atual das dores de cabeça enumerar mais de 150 tipos diferentes, as mais importantes, mas não tão comuns como a enxaqueca, são: a enxaqueca com aura - associada à maior prevalência de acidentes vasculares isquêmicos, sobretudo se a paciente é mulher, fuma, usa pílula e tem varizes de membros inferiores; do modo tensional com prevalência na população de 65% a 87% e que se divide em episódica (87%) e crônica (3% da população); hemicrania paroxística – crises semelhantes às da cefaléia e em salvas com dor unilateral, também provocada por desequilíbrios no funcionamento químico do cérebro; em salvas de 0,1% a 0,4%, e primárias, comuns e secundárias. As origens dos sintomas em “salvas” são desconhecidas, podendo ser caracterizadas por uma disfunção em um núcleo de uma importante estrutura cerebral, o hipotálamo.
Os fatores desencadeantes da cefaléia tensional muitas vezes advêm do estresse ou cansaço, ocasionada mais nas mulheres. "A dor do tipo tensional é em pressão, difusa na cabeça, bilateral, sem sintomas associados e pode melhorar com exercícios físicos", assim esclareceu o neurologista sobre as características deste tipo, que pertence ao grupo das funcionais e não orgânicas (enxaqueca, tensional e em salvas) que, felizmente, abrange 90% das ocorrências.  “Quando tenho dor, a mesma não é associada à fome, sono e cansaço. Estes três fatores não me acarretam a dor, não tendo nada a ver”, diz Eliseu Zanelatto, bacharel em Engenharia Civil pela Escola de Eng. de Piracicaba.

    Os outros casos que significam 10% situam-se entre os inúmeros outros tipos de cefaléia, incluindo alguns causados por doenças consideradas graves, da própria cabeça ou de outras partes do corpo. Estas, mesmo que em minoria, precisam ser excluídas e afastadas, pois podem levar à morte se não forem tratadas a tempo. Ocorrem diferentemente da enxaqueca que tem como motivos principais o estresse, a menstruação, determinados alimentos, o álcool, mudanças de clima, luz e cheiros, sendo agravadas por movimentos físicos.
    Do mesmo modo, as sinusites crônicas agudas podem provocar dores de cabeça intensas e desagradáveis, porém, aliadas a outros sintomas, tais como febre, entupimento nasal, e intensidade maior ao abaixar-se a cabeça. “Qualquer processo de sinusite pode acarretar uma sensibilidade desagradável percebida como dor.”, comentou Andrei Borin, Médico-Otorrinolaringologista, Mestre e Doutor pela UNIFESP/EPM. Segundo Borin, apesar de a cefaléia poder ser acarretada pela sinusite crônica, não marca uma relevância no seu diagnóstico. Pois é bem mais típico da sinusite a presença de coriza anterior ou posterior à tosse noturna, além de outros sintomas menores como a obstrução nasal e congestão na face.
Para facilitar e diminuir a ocorrência e o incômodo com os sinais da cefaléia, a procura por medicamentos analgésicos no mercado farmacêutico significa cerca de 45% de todas as vendas mensais, mostrando a pequena procura por médicos neurologistas que são os especialistas na área. “Dentre os mais procurados estão a Neosaldina, o Tylenol e o Magnopyrol (marcas registradas), como também analgésicos e relaxantes musculares como o Dorflex”, contou o gerente e farmacêutico responsável Luis Carlos Jorge Júnior da Drogaria Vitória de Monte Alto, São Paulo. “Perdura normalmente até que o analgésico surta efeito, quase nunca passa sozinha”, relatou Maria Helena Zanelatto, Bacharel em Psicologia pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto, USP, com 33 anos de atuação na área de Seleção e Orientação Profissional., em relação à auto-medicação ao perceber sensações bastantes fortes, como algo apertando a sua cabeça.
O cuidado com a saúde é imprescindível para com a enxaqueca, pois a má alimentação faz com que haja um desequilíbrio químico no organismo. É importante evitar os alimentos congelados e industrializados, o leite, o chocolate, café e refrigerantes, entre muitos outros que são agravantes, e também ter um sono regular.
"Os sintomas, entre eles, as crises de dor de cabeça, podem desaparecer e o fazem muitas vezes com o tratamento correto", disse Krymchantowski. No sentido claro da palavra, não há a cura, por ser um incômodo bioquímico do cérebro. Porém, os tratamentos corretos e eficientes podem reduzir a incidência, intensidade e duração de crises em mais de 90%. Com o decorrer dos anos e por mecanismos que ainda são controversos, as crises de dor podem desaparecer.

LEGENDA: A médica Arlete Prandina mostra como é a aplicação de agulhas em uma sessão de acupuntura.

Por Lorena Ferreira Zanelatto